Fórum Florestal Mineiro se reúne em Belo Horizonte

por abr 16, 2019Fórum Florestal Mineiro, Notícias0 Comentários

O Fórum Florestal Mineiro se reuniu no dia 4 de abril na sede da Amda, em Belo Horizonte. Além de discutir ações para fortalecimento do Fórum, o encontro contou com a presença da professora Sónia Carvalho, da UFMG, que compartilhou informações sobre estudos sociais desenvolvidos com comunidades do entorno do Parque Estadual do Rio Doce.

Considerando a importância de ampliar a participação de ONGs no Fórum, a Amda propôs que as empresas rateiem o custo de deslocamento para que um representante de cada entidade do interior (Fundação Relictos, Angá e Movimento Pró Rio Todos os Santos e Mucuri) possa participar das reuniões. A proposta atinge um dos objetivos do Diálogo Florestal: ampliar o envolvimento de instituições que atuam no Cerrado. Como a maioria das empresas não estava presente, a consulta será feita por e-mail.

Ainda na linha de fortalecimento do Fórum, foi aprovada proposta de reuniões itinerantes nas empresas participantes, para que o grupo conheça a gestão ambiental dos plantios florestais de seus membros, além de promover maior interação. Serão momentos apropriados para participação pontual de outros atores, como poder público estadual e municipal, sindicatos, Ministério Público e ONGs locais.

A Metalsider estudará a possibilidade de a primeira reunião, prevista para 11 de junho, acontecer em sua sede. A data foi escolhida visando a oportunidade de representantes do Diálogo Florestal participarem, pois alguns poderão estar em Belo Horizonte em função do Encontro Nacional, que será realizado nos dias 12 e 13 do mesmo mês na capital mineira.

A professora Sónia Carvalho apresentou dados atualizados dos estudos sociais desenvolvidos com comunidades do entorno do Parque Estadual do Rio Doce, projeto que faz parte do PELD – Pesquisas Ecológicas de Longa Duração. Carvalho mostrou que a metodologia aplicada durante os estudos comprova a oportunidade de integração das ações socioambientais e mosaicos dos plantios já existentes na região. Ela apresentou também a Análise Multicritério para definição de áreas potenciais para conservação.

Na fase inicial do estudo foram realizadas entrevistas sobre diversos aspectos, como a percepção da comunidade sobre a relação entre floresta e conservação. De acordo com Carvalho, os moradores falaram muito em conservar a biodiversidade com intuito de ter uma fonte de renda. A pesquisa também apontou um dado alarmante: 80% dos entrevistados não sabiam da existência do parque do Rio Doce.

A atual fase do projeto é a captação de parceiros que possam contribuir para realização das atividades propostas a partir do resultado das pesquisas com as comunidades.

Autora: Elizabete Lino.