Aberta seleção de melhores práticas da relação do setor florestal com a sociedade

jun 22, 2020 | Notícias

Árvores plantadas e sociedade é o tema escolhido para ilustrar a segunda publicação da série “Casos de Sucesso” do Diálogo Florestal. A chamada para seleção é lançada hoje e visa fortalecer e multiplicar as melhores práticas do setor de plantações florestais na sua relação com a sociedade.

Através dessa chamada de seleção o Diálogo Florestal quer identificar 3 casos de sucesso na relação do setor de plantações florestais com as comunidades, incluindo povos indígenas, quilombolas, trabalhadores e/ou a sociedade em geral. Os 3 casos vencedores terão seus projetos incluídos na publicação de edição especial em meio digital e disponibilizados no site do Diálogo Florestal. Além disso, haverá uma premiação simbólica e lançamento da publicação durante evento de comemoração dos 15 anos do Diálogo Florestal no Brasil.

O primeiro volume da série Casos de Sucesso: “Florestas e Recursos Hídricos”, foi lançado em 2019 e divulgou três projetos que atestam o bom manejo florestal em nível de microbacia, evidenciando o antes e o depois no que tange aos recursos hídricos.

 

Critérios de seleção

  1. Escala, impacto e abrangência
  • Consideração à escala e impacto. Uma pequena empresa/proprietá[email protected] pode ter um excelente projeto considerando a escala de suas operações. Uma grande empresa pode ter um projeto que beneficia mais pessoas, porém devido à escala/abrangência de suas operações não é significativo naquele determinado contexto;
  • Impacto positivo para além das propriedades da empresa/projetos;
  • Potencial e relevância dos impactos gerados;
  • Número de comunidades/famílias/povos indígenas/quilombolas e o total de pessoas envolvidas/beneficiadas;
  • Potencial de replicação e escalabilidade do projeto (interno, para expansão futura ou potencial para envolver outros parceiros);
  • Inclusão de outros setores;
  • Soluções de longo prazo, ações estruturantes que se incorporem à realidade local;
  • Realização de acompanhamento/monitoramento e avaliação das atividades.
  1. Geração de valor
  • Geração de valor compartilhado na cadeia florestal;
  • Promoção de geração de renda diversificada;
  • Melhoria da qualidade de vida;
  • Educação / oportunidade de formação em temas centrais para o contexto em questão (por exemplo melhoria na organização e na capacidade de gestão das organizações locais, sustentabilidade, cadeias produtivas etc.)
  • Fortalecimento social e redução de dependência de apoio assistencial.
  1. Engajamento social
  • Parcerias com outras organizações com atuação local, poder público etc;
  • Resolução de conflitos, criação de canais efetivos de comunicação, nível de estruturação dos processos de interação e promoção do diálogo;
  • Inovação na integração de aspectos sociais, econômicos e ambientais, abordagens inovadoras para solucionar problemas recorrentes ou históricos;
  • Nível de engajamento social (consulta da percepção das pessoas/comunidades envolvidas, participação social na construção de soluções e na tomada de decisões, etc.);
  • Colaboração para a organização social no território.

 

Quem pode participar?

Empresas, organizações da sociedade civil[1] e/ou proprietá[email protected] rurais [email protected] que atuem no setor florestal e que sejam as responsáveis pelo projeto. Caso o projeto tenha participação de mais de uma organização deve ser inscrito apenas uma vez.

[1] Inclusive podem ser casos que tenham participação do Poder Público.

 

Comitê avaliador

Esta edição também contará com um comitê de avaliação independente, composto por:

Andrea Azevedo: Mestre em Economia Ambiental e Dra. em Desenvolvimento Sustentável com histórico profissional voltado para o meio ambiente, transformação social e desenvolvimento institucional. Atuando em ambientes de governança multistakeholder, envolvendo setor privado, governos e sociedade civil focou o trabalho no estudo e intervenção em políticas públicas e privadas ligadas as mudanças climáticas, sobretudo com enfoque em uso do solo e diversos temas ligados a questão ambiental e social. Desde 2019 é diretora de Desenvolvimento Institucional na Conexsus – Instituto Conexões Sustentáveis.

Rodrigo Castro: É empreendedor social e membro da Rede Ashoka, especialista em gestão de programas de sustentabilidade e meio ambiente, responsabilidade social, liderança de equipes, estabelecimento de parcerias e mobilização de recursos para investimento social e ambiental. Esteve à frente de iniciativa para incrementar a sustentabilidade da cadeia produtiva da cera de carnaúba (produto da sociobiodiversidade) e desde fevereiro de 2018 lidera o Solidaridad Network no Brasil promovendo inclusão social e sustentabilidade nas principais cadeias produtivas da agropecuária.

Sérgio Adeodato: Jornalista especializado em reportagens e produção de conteúdo em sustentabilidade para veículos da imprensa e projetos editorais de empresas e organizações da sociedade civil. É autor de mais de 20 livros e publicações nesta temática, e tem a trajetória de trabalho reconhecida por prêmios jornalísticos, como o Ethos de Jornalismo 2005, Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis 2012 e Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade 2013.

 

Inscrições

As inscrições serão recebidas até dia 09 de agosto de 2020 através do preenchimento do formulário que pode ser acessado aqui e anexado um texto de até três páginas (excluindo figuras e tabelas) contendo informações, como as sugeridas a seguir:

  • Número de pessoas envolvidas nas atividades de manejo florestal;
  • Área total, área de plantações florestais e de conservação;
  • Contexto social em que a atividade está inserida, incluindo número de municípios e distribuição das plantações e outras informações relevantes com por exemplo IDH e/ou outros que possam ilustrar os impactos do projeto/política da empresa;
  • Situação antes e depois das ações/projeto realizado no local;
  • Principais desafios encontrados;
  • Descrição de como a gestão social responsável beneficiou positivamente a sociedade, o que pode incluir trabalhadores, comunidade, povos indígenas e/ou sociedade em geral;
  • Explicitar os impactos positivos tendo como referência os critérios listados acima;
  • Fotos, publicações e evidências que suportem o relato.

O resultado será divulgado em setembro de 2020. Em caso de dúvidas, entre em contato com a Secretaria Executiva do Diálogo Florestal enviando um email para [email protected].

Autora: Carolina Schäffer.